Artes Visuais
Teoria Crítica da Arte Brasileira
Aleijadinho (Antônio Francisco Lisboa) nasceu em Vila Rica no ano de
1730 (não há registros oficiais sobre esta data). Era filho de uma escrava com
um mestre-de-obras português. Iniciou sua vida artística ainda na infância,
observando o trabalho de seu pai que também era entalhador.
Por volta de 40 anos de idade, começa a desenvolver uma doença degenerativa
nas articulações. Não se sabe exatamente qual foi a doença, mas provavelmente
pode ter sido hanseníase ou alguma doença reumática. Aos poucos, foi perdendo
os movimentos dos pés e mãos. Pedia a um ajudante para amarrar as ferramentas
em seus punhos para poder esculpir e entalhar. Demonstra um esforço fora do
comum para continuar com sua arte. Mesmo com todas as limitações, continua
trabalhando na construção de igrejas e altares nas cidades de Minas
Gerais.
Na fase anterior a doença, suas obras são marcadas pelo equilíbrio,
harmonia e serenidade. São desta época a Igreja São Francisco de Assis,
Igreja Nossa Senhora das Mercês e Perdões (as duas na cidade de Ouro Preto).
Profeta
Daniel (pedra sabão), Santuário de Bom Jesus de Matosinhos
(Congonhas-MG)
Já com a doença, Aleijadinho começa a dar um tom mais expressionista às
suas obras de arte. É deste período o
conjunto de esculturas Os Passos da Paixão e Os Doze Profetas, da Igreja de Bom
Jesus de Matosinhos, na cidade de Congonhas do Campo. O trabalho artístico
formado por 66 imagens religiosas esculpidas em madeira e 12 feitas de
pedra-sabão, é considerado um dos mais importantes e representativos do barroco brasileiro.
Adriana Varejão
Adriana Varejão vive e
trabalha no Rio de Janeiro, onde nasceu. Realizou sua primeira exposição
individual em 1988 e na mesma época participou de uma coletiva no Stedelijk Museum, Amsterdã. Participou de importantes Bienais como Veneza e São Paulo e sua obra já foi mostrada em grandes instituições internacionais como MOMA (NY), Fundação
Cartier em Paris, Centro Cultural de
Belém em Lisboa e Hara Museum em Tóquio. Em 2008, foi inaugurado um pavilhão
com obras suas no Centro de Arte
Contemporânea Inhotimem Minas Gerais. Adriana está presente em acervos de importantes
instituições, entre elas Tate Modern em Londres, Fundação Cartier (Paris), Stedelijk Museum
(Amsterdã), Guggenheim (Nova Iorque) e Hara Museum (Tóquio).
A carioca, Adriana Varejão, é uma das
mais bem sucedidas artistas no circuito mundial. Sua obra tem como base o
período colonial brasileiro. Ela se inspira, ainda, nos botequins cariocas e
nos banheiros públicos.
Através da releitura
de elementos visuais incorporados à cultura brasileira pela colonização, como a
pintura de azulejos portugueses, ou a referência à crueza e agressividade
da matéria, a artista discute relações paradoxais entre sensualidade e
dor, violência e exuberância. Seus trabalhos abordam questões tradicionais
da pintura, como cor, textura e perspectiva.
Pedro
Américo
Pedro Américo foi um destacado pintor
brasileiro no século XIX.
Filho de Daniel Eduardo de Figueiredo e Feliciana
Cirne, Pedro Américo de Figueiredo
e Melo nasceu no dia 29 de abril de 1843 na cidade de Areia, estado
da Paraíba. Proveniente de uma família de poucos recursos, juntamente com seu
irmão Francisco Aurélio de Figueiredo e Melo seguiu pelo caminho da arte desde
cedo. A família, como um todo, tinha vínculos com a arte, e o talento de Pedro
Américo logo se destacou, repercutiu pela cidade sua capacidade em desenhar.
O jovem Pedro Américo impressionou o viajante
francês Louis Jacques Brunet,
que decidiu levar o talentoso menino em uma expedição. Foram vinte meses
viajando pelo Nordeste do Brasil. Em 1854, Pedro Américo foi para o Rio de
Janeiro estudar no Colégio Dom Pedro II, onde mais uma vez se destacou. Não
tardou para que entrasse na
Academia
Imperial
de Belas Artes e conquistasse sucesso. O próprio imperador o concedeu uma
pensão para que estudasse na Europa.
Entre 1859 e 1864, Pedro Américo estudou na École
de Beaux-Arts, em Paris. Foi discípulo de um dos mais importantes pintores do
neoclassicismo francês, Ingres,
e viajou por diversas capitais europeias para ampliar o conhecimento. Voltou ao
Brasil e foi aprovado em concurso para ser Professor da Academia Imperial de
Belas Artes. Um novo retorno à Europa lhe rendeu o título de Doutor em Ciências
Naturais ao defender sua tese em Bruxelas.
Novamente no Brasil, casou-se com a filha de Manuel de Araújo
Porto-alegre, Carlota de Araújo Porto-alegre, e
dedicou-se ao ensino da pintura. Foi uma fase em que produziu diversas obras
importantes, incluindo retratos de celebridades. A consagração veio com o
quadro Batalha do Avaí, uma das obras mais importantes do
nacionalismo romântico no Brasil.
Pedro Américo foi um pintor muito marcante do período
imperial brasileiro, mas manteve seu prestígio com a Proclamação da República.
Enquanto outros pintores de sua geração foram levados ao ostracismo, como Victor
Meirelles, o talentoso pintor da Paraíba
continuou produzindo importantes obras. Chegou até a ocupar o cargo de deputado
no Congresso Constituinte, por Pernambuco, em 1890. Foi autor de importantes
obras de arte da República também, como o quadro Tiradentes Supliciado,
que se encontra no Museu Mariano Procópio, em Juiz de Fora (MG).
Pedro Américo foi também historiador, filósofo,
escritor, romancista e poeta. Mas, sem dúvida, seu grande destaque foi como
pintor. Sua obra esteve inserida na arte neoclássica, privilegiando temas
históricos e personificações. Suas pinturas são fundamentais para se
compreender o patriotismo criado entre os brasileiros. Pedro Américo é
considerado um inovador na pintura brasileira e, pelo seu talento, recebeu
variados prêmios nacionais e internacionais. Muitas de suas obras entraram para
o imaginário coletivo, sendo reproduzidas em diversas ocasiões. Entre as
pinturas mais importantes, além das já citadas, estão: A Batalha do
Campo Grande, A Fala do Trono, Independência ou Morte e Paz
e Concórdia.
Sofrendo desde a infância com beribéri, Pedro Américo praticamente ficou
cego, além de empobrecido com a crise nacional no começo da República. Faleceu
no dia 7 de outubro de 1905 e foi provisoriamente sepultado no Rio de Janeiro.
Somente mais tarde seu corpo foi transferido para sua cidade natal, Areia.
Fontes:
CHRISTO, Maraliz de Castro Vieira. Pintura,
história e heróis no século XIX: Pedro Américo e Tiradentes Esquartejado. Tese
de Doutorado, UNICAMP, 2006.
FERNANDES, Cybele V. F. A construção
simbólica da nação: A pintura e a escultura nas Exposições Gerais da Academia
Imperial das Belas Artes. In: 19&20 – A revista eletrônica de
DezenoveVinte. Volume II, n. 4, outubro de 2007.
MACHADO, Vladimir. Pedro Américo.

PEDRO
AMÉRICO: Batalha de Campo Grande,
1871.
Óleo
sobre tela, 332 x 530 cm.
Petrópolis,
Museu Imperial.
Vik
Muniz
Vicente
José de Oliveira Muniz (São
Paulo, 20 de dezembro de 1961) mais conhecido como Vik Muniz, é um artista
plásticobrasileiro radicado em Nova York, que
faz experimentos com novas mídias e materiais.
Foi
aluno da Fundação
Armando Álvares Penteado (FAAP),
onde frequentou aulas do curso de Publicidade e Propaganda.Suas obras são
feitas normalmente de coisas que nem imaginávamos , como lixo reciclável . Vik
Muniz fez duas réplicas detalhadas da Mona Lisa de Leonardo da Vinci: uma
feita com geleia e
outra com manteiga
de amendoim. Também trabalhou com açúcar, fios, arame, e xarope de
chocolate, com o qual produziu uma recriação da Última
Ceia de
Leonardo. Reinterpretou várias pinturas de Monet, incluindo pinturas da catedral de Rouen, que
Muniz produziu com pequenas porções de pigmento aspergidas sobre uma superfície
plana. Ele fez as imagens com açúcar mascavo.1
Em
seu quadro de Sigmund Freud, usou calda de chocolate para criar a imagem. Para
sua série Sugar Children (Crianças do Açúcar), Muniz foi
para uma plantação de açúcar em St. Kitts para fotografar filhos de operários
que trabalham lá. Após voltar para Nova York, ele comprou papel preto e vários
tipos de açúcar, e copiou os instantâneos das crianças espalhando os diferentes
tipos de açúcar sobre o papel e fotografando-o.
A obra de Vik Muniz
questiona e tensiona os limites da representação. Apropriando-se de
matérias-primas como algodão, açúcar, chocolate, e até lixo, o artista
meticulosamente compõe imagens icônicas e lhes repropõe significações. O objeto
final de sua produção mais conhecida atualmente é a fotografia, mas sua obra já
transitou pelo tridimensiona pelo desenho e até pela escultura.

Narciso, a partir de Caravaggio
2005
cópia cromogênica digital
224 x 180 cm
2005
cópia cromogênica digital
224 x 180 cm
Mestre Ataíde
Mestre Ataíde, batizado como Manuel da Costa Ataíde, nasceu no dia 18 de outubro de
1762 em Mariana, cidade mineira. Ele foi um dos pintores, douradores, artífices
na arte da encarnação, entalhadores e professores brasileiros mais importantes de sua época. Este
significativo criador do período barroco de Minas Gerais exerceu uma intensa ascendência sobre
os artistas de sua terra natal, pois exercitou com maestria o papel de mestre,
daí sua alcunha, na formação de pupilos e adeptos.
Seus
sucessores ainda adotavam as mesmas técnicas de Ataíde em meados do século XIX,
especialmente os métodos de elaboração de perspectivas das abóbadas dos templos
religiosos. Ninguém sabe definir exatamente em que momento o Mestre iniciou
suas atividades artísticas. Sua primeira obra a vir a público é a
corporificação de dois ícones de Jesus para a Igreja do Senhor Bom Jesus de
Matosinhos, em Congonhas do Campo, no ano de 1781.
Ele legou à posteridade vários painéis e quadros
elaborados em 18 santuários mineiros; sua herança mais célebre é a pintura da
elevação de Maria aos céus na abóbada da Igreja de São Francisco de Assis, em
Ouro Preto, a mesma na qual o famoso Aleijadinho, seu contemporâneo, produziu esculturas e
ornamentos elaborados com massa de estuque.
Embora fosse um professor realmente competente, o
artista lutou inutilmente, em 1818, para conquistar a licença oficial que lhe
permitiria instituir uma escola de arte em sua terra natal. No período que se
estende de 1781 a 1818, Ataíde dourou e encarnou, ou seja, conferiu um
significado às pinturas de Aleijadinho, as quais ocuparam um espaço importante
na Igreja do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas do Campo.
No ano de 1801 o Mestre recebeu a atribuição de
ornamentar a Igreja de São Francisco, em Ouro Preto. Aí ele pintou a abóbada do
templo e o retábulo da sacristia, representando São Francisco assistido pelos
anjos em quatro momentos:São Pedro, Santa
Margarida de Cortona, Santa Clara e São Francisco em agonia, além de seis cenas
da trajetória de Abraão, especificamente criadas para o espaço da capela-mor.
Ataíde produziu igualmente obras-de-arte para os
templos de Santo Antônio do Ribeirão de Santa Bárbara, Santo Antônio de
Itaperava e Nossa Senhora do Carmo de Ouro Preto. Após sua morte, no dia 2 de
fevereiro de 1830, em Mariana, foram encontrados entre seus pertences alguns livros técnicos e teses teóricas como a
‘Perspectivae Pictorum Architectorum, de Andrea Pozzo. Nestas obras o artista
possivelmente encontrou o suporte necessário para a formação artística.
Um dos traços dominantes em sua produção é o uso de
colorações vivazes, particularmente o azul, cor predileta. Nos seus trabalhos as criaturas angélicas, madonas e
seres santificados aparecem revestidos de qualidades típicas das civilizações
africanas.
Painel “A Última Ceia”
(Colégio do Caraça – 1828). A única obra de cavalete realizada pelo Pintor.
Beatriz
Milhazes
Beatriz Milhazes (Rio de Janeiro, 1960) é uma pintora, gravadora, ilustradora e
professora do Brasil. Freqüentou cursos de arte na Escola de
Artes Visuais do Parque Lago e em várias universidades
dos Estados Unidos da
América.3 Vem
destacando-se em exposições no exterior, sua obra é caracterizada pela
utilização de cores e formas geométricas.

Beatriz_Milhazes_-_Popeye_-_2008.jpg (282 × 400 pixels, file size: 38 KB, MIME
type: image/jpeg)
Anita Malfatti

Anita Catarina
Malfatti foi uma pintora, desenhista, gravadora e professora brasileira.
Anita passava os dias pintando ao ar livre, e ao
anoitecer ouvia as aulas inspiradas de Homer Boss. Nesse ambiente de liberdade
e inspiração, a artista explorou as influências expressionistas adquiridas
durante seu aprendizado anterior na Alemanha. Em obras como A
Ventania e A Onda, a paisagem local é representada
como uma força selvagem, agressiva e dinâmica, e o uso da deformação expressa
certa inquietação do olhar humano diante da natureza.
A
Ventania. 1915-17. óleo s/ tela (51x61). Col. Palácio dos Bandeirantes, SP.
A
Onda. 1915-17. óelo s/ madeira (26,5x36). Col. Paulo Prado Neto, SP.
Uma das obras mais conhecidas
desse período é O Farol. Nessa pintura, assim como em O
Barco, a paisagem está mais harmonizada com a presença
humana
, através das edificações que compõem o
cenário. O uso da deformação é sensivelmente menor, em contrapartida Anita
utiliza exemplarmente a principal característica do seu expressionismo: as
cores abundantes e vivas, a chamada “Festa da Cor”.
Felipe Morozini
Hoje é o aniversário da maior e mais fascinante cidade do
Brasil, aquela que fabrica, nada menos do que, 15 milhões de pãezinhos
por dia.
Comemorando 457 anos, São Paulo não para de nos surpreender com números,
imagens, espetáculos e muita cultura. E em meio ao concreto bruto dos
milhares de prédios da cidade, um artista que já é conhecido pelos seus trabalhos originas
e inovadores, mostrou através do seu olhar uma visão poética e muito mais
colorida da cidade de São Paulo. Felipe Morozini fotografou durante 10 anos a
cidade, e percebeu que nas quase 10 mil fotos tiradas a cor cinza era
predominante. Foi aí que ele resolveu colorir à mão algumas das imagens,
criando um híbrido genial, dando origem ao seu mais recente projeto, o Last Floor Project. O resultado dessas
belíssimas imagens rendeu uma série de seis camisetas para a
marca Billabong, em parceria com a Água Schin. A coleção foi chamada “Gallery
Series by Felipe Morozini”.




por dia.
Comemorando 457 anos, São Paulo não para de nos surpreender com números,
imagens, espetáculos e muita cultura. E em meio ao concreto bruto dos
milhares de prédios da cidade, um artista que já é conhecido pelos seus trabalhos originas
e inovadores, mostrou através do seu olhar uma visão poética e muito mais
colorida da cidade de São Paulo. Felipe Morozini fotografou durante 10 anos a
cidade, e percebeu que nas quase 10 mil fotos tiradas a cor cinza era
predominante. Foi aí que ele resolveu colorir à mão algumas das imagens,
criando um híbrido genial, dando origem ao seu mais recente projeto, o Last Floor Project. O resultado dessas
belíssimas imagens rendeu uma série de seis camisetas para a
marca Billabong, em parceria com a Água Schin. A coleção foi chamada “Gallery
Series by Felipe Morozini”.



Entrevista
com um artista.
“Daniel Grafiteiro “
Daniel conhecido como Del,moro em
Carapicuíba São Paulo,desde de pequeno tenho o dom para o desenho sempre gostei
de desenhar sempre quis fazer um curso para deque ri técnicas, mas as condições
de papai e mamãe não permitia. Sempre pensativo com um sonho de se torna um grande grafiteiro me dedicava todo o
estante pintando nos muro,tecidos até que um dia me identifiquei com o grafite
de painel infantil foi me aperfeiçoado e vendendo para as decoradoras. Comecei
a ganhar dinheiro e fui me aperfeiçoando hoje me considero muito bom no que
faço cada dia pinto com mas facilidade e com mas emoções cada painel é um sono
realizado.
Com a conquista do meu trabalho hoje
faço faculdade de Artes e também sou professor de Artes sou muito feliz por te
me estruturado no mercado de trabalho ter conquistado meus cliente e mais feliz
por hoje está cursando o nível superior e transmitindo o que sei fazer de
melhor que é ensinar a arte.
Cursando o nível superior estou
aprendendo as técnicas e as teorias sobre os grande pintor como é bom olhar
hoje uma obras de arte e saber um pouco de sua história. A história dos
grafiteiros hoje eu acredito que faço parti desse artista pois trabalhar com
pintura infantil é de um valor sonoro muito grande me sento realizado hoje
nunca é tarde para recomeçar .











Nenhum comentário:
Postar um comentário