Teoria e Crítica da Arte
Vida e obra Uma artista brasileiro “ Tarsila do Amaral”
Tarsila do
Amaral nasceu
em Capivari no dia 1 de setembro de 1886 e faleceu
em São Paulo no dia 17 de janeiro de 1973. Foi uma
desenhista e pintora brasileira, uma das pessoas centrais da pintura
brasileira e da primeira fase do modernista brasileiro.
Ela começou a
aprender pintura em 1917, com Pedro Alexandrino Borges e depois estudou
com o alemão George Fischer Elpons. Em 1920, viajou para Paris e
freqüentou a Academia Julian, onde desenhava nus e modelos vivos
intensamente.
Apesar de ter tido contato com as novas
tendências e vanguardas, Tarsila somente aderiu às idéias modernistas ao voltar
ao Brasil, em 1922. Numa confeitaria paulistana, foi apresentada por Anita
Malfatti aos modernista Oswald de Andrade, Mário de
Andrade e Menotti Del Picchia.
Esses novos amigos passaram a freqüentar seu atelier, formando o Grupo dos
Cinco.
Em janeiro de 1923, na Europa , Tarsila se
uniu a Oswald de Andrade e o casal viajou por Portugal e Espanha. De volta a
Paris, estudou com os artistas cubistas: freqüentou a Academia de Lhote,
conheceu Pablo Picasso e tornou-se amiga do pintor Fernand Léger, visitando a
academia desse mestre do cubismo, de quem Tarsila conservou, principalmente, a
técnica lisa de pintura e certa influência do modelado legeriano.
Em 1965,
separada de Luís e vivendo sozinha, ela fez
uma cirurgia de coluna, pois sentia muitas dores, e um erro
médico a deixou paralítica, permanecendo em cadeira de rodas até seus últimos
dias.
Em 1966, Tarsila perdeu sua única
filha, Dulce, que faleceu de um ataque de diabetes. Nesses tempos
difíceis, Tarsila declara, em entrevista, sua aproximação ao espiritismo.
A partir daí,
passa a vender seus quadros, doando parte do dinheiro obtido a uma instituição
administrada por Chico Xavier, de quem se torna amiga.
Ela faleceu no Hospital da Beneficência
Portuguesa, em São Paulo, em 17 de janeiro de 1973 devido a
depressão. Foi enterrada no Cemitério da Consolação de vestido branco,
conforme seu desejo.
A
Negra - Esta tela foi
pintada por Tarsila em Paris, enquanto tomava aulas com Fernand Léger. A tela o
impressionou tanto que ele a mostrou para todos os seus alunos, dizendo que se
tratava de um trabalho excepcional. Em A Negra temos elementos cubistas no
fundo da tela e ela também é considerada antecessora da Antropofagia na pintura
de Tarsila. Essa negra de seios grandes, fez parte da infância de Tarsila, pois
seu pai era um grande fazendeiro, e as negras, geralmente filhas de escravos,
eram as amas-secas, espécies de babás que cuidavam das crianças.
Manacá - Linda tela, com um
colorido forte. Esta flor é representada por Tarsila de uma maneira particular,
bem típica da obra dela.
A
Cuca - Tarsila pintou este quadro no começo de
1924 e escreveu à sua filha dizendo que estava fazendo uns quadros "bem
brasileiros", e a descreveu como "um bicho esquisito, no meio do
mato, com um sapo, um tatu, e outro bicho inventado". Este quadro é também
considerado um prenúncio da Antropofagia na obra de Tarsila e foi doado por ela
ao Museu de Grenoble na França.
O Pescador - Este
quadro tem um colorido excepcional e trata de um tema bem brasileiro: um
pescador num lago em meio a uma pequena vila com casinhas e vegetação típica.
Este quadro foi exposto em Moscou, na Rússia em 1931 e foi comprado pelo
governo russo.





